Reforma Tributária·18 de maio de 2026·8 min de leitura

Com a regulamentação da EC 132/2023 entrando em vigor, empresas no Lucro Real precisam revisar suas estratégias. Um mapa do que mudou e do que precisa ser feito antes da virada.

EV
Éverton Vicente
CEO e Fundador · NOMOS GT

A regulamentação da Reforma Tributária trouxe à tona um conjunto de mudanças que afetam diretamente empresas optantes pelo Lucro Real. A substituição gradual de PIS, COFINS, ICMS e ISS pela CBS e pelo IBS exige revisão completa da matriz tributária — e a janela para se preparar é curta.

Entre os pontos mais sensíveis estão: a não-cumulatividade ampla (que pode beneficiar setores com alta carga de insumos), o cashback parcial para algumas operações, e o tratamento diferenciado em zonas francas e regimes especiais. Cada um desses tópicos abre tanto oportunidades de redução de carga quanto riscos de autuação na transição.

Para empresas com faturamento acima de R$ 100 milhões, o impacto pode chegar a 4 pontos percentuais sobre a margem operacional — para cima ou para baixo, dependendo de como a transição for conduzida. A janela de planejamento ideal está se fechando.

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